| Olhar
para esses dois homens, é olhar para mais de dois mil e setecentos
anos atrás - é viajar no tempo, na memória, na história.
Estes
dois homens viveram num dos mais importantes momentos da História
de Israel e de Judá. Foi o pai de Sargão II, Salmanazar V, o
responsável pelo cerco implacável de Samaria, mas teria sido o
próprio Sargão II o responsável pelas deportações da
população israelita. O ano de 722 a.C. marca o fim para o Estado
de Israel.
Sargão II foi
sucedido por Senaqueribe, em 705. Em 701 a.C., ele cerca Jerusalém,
e, como diz, prende o rei Ezequias como um pássaro numa gaiola...
Mas essa é uma
outra história.
(cf.
DONNER, Herbert, História de Israel e dos povos vizinhos. V. 2:
da época da divisão do reino até Alexandre Magno. 2 ed.
Sinodal/Vozes: 2000)
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O
testemunho histórico-arqueológico coincide com muitos
"dados" da Bíblia Hebraica. Esses dois reis, por exemplo,
sua existência é um núcleo duro, um "fato" histórico.
Não se pode, a partir dessa constatação, contudo, sem prejuízo
do, a meu ver, bom juízo teórico-metodológico, tomar uma das duas
atitudes: a) considerar, por isso, historiograficamente procedentes
necessariamente todas as narrativas bíblicas, e b) desconsiderá-las radicalmente, sob
pretexto de se tratarem de "textos religiosos", sem
validade histórica. Logo se
vê que são caminhos fáceis, por isso, mais facilmente tentadores.
O
equilíbrio exige muito mais esforço: descobrir em que ponto quer
as narrativas bíblicas, teológicas, quer os registros
histórico-arqueológicos, ideológicos, podem ser articulados,
critico-complexamente, na tarefa de trabalhar os vestígios do
passado, em busca da verdade histórica. |
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