|
Determinismos
Teológicos
–
sobre “in” e “out”
Osvaldo
Luiz Ribeiro
03/08/2007
A
teologia clássica é aquela teologia que diz ter posição garantida
atrás do trono de Deus, e que, por isso, toda vez que ele fala, ela
escuta. A teologia clássica, consequëntemente, “sabe” das coisas. Melhor dito – pretende saber. Diz
que sabe. E, igual a ela, quem lhe crê torna-se também sabido. Assim, por um processo de assunção
do saber (melhor dito – por assunção do pretendido como saber), ela
diz ouvir Deus falando, conta-o ao crente, e o crente fica sabendo.
No
fundo, entretanto, a teologia clássica apenas “reflete”. Se Deus fala
mesmo, disso não se tem certeza, e a única certeza é de que, se ele
fala mesmo, a teologia, contudo, é geneticamente surda. A teologia faz é
especular e refletir. Se ouve vozes, é patológico. Ou político. Naturalmente, esse especular e refletir dá-se dentro da “fé” desde
sempre sabida. É sobre a plataforma fixa e quase imóvel da “fé” –
e “fé” aqui significa apenas “fé-como-doutrina” – que a reflexão
da fé se transforma em “saber”, e, essa fé, em conhecimento. O ciclo
é fechado e viciado. Bem, a rigor todo ciclo é fechado e viciado, mas há
ciclos que reconhecem tal condição, e constituem tangentes críticas,
metaposições epistemológicas, quer dizer, posições de observação
fora do próprio sistema, a partir de cuja posição se possa criticar o
próprio sistema, desde lá de fora. A teologia clássica, não. Ela recusa-se a
aceitar metaposições, porque o único lugar fora do sistema que ela
mesmo administra é aquele pequeno espaço reservado ao “diabo”. Em
termos políticos, à heresia. Em termos filosóficos, ao não-ser.
Dentre
as diversas facções da teologia clássica, está aquela que sabe que
Deus é soberano – e o é de um forma que não cabe a qualquer um outra
atitude que não a de abaixar a cabeça, como os cordeirinhos que se levam
à tosquia – vez ou outra, ao matadouro.
Eu
compreendo perfeitamente a “reflexão” dessa teologia determinista.
Sim, determinista, porque, para ela, soberania é sinônimo de poder determinista. No fundo, essa teologia determinista aplica à questão de
“Deus” pressupostos políticos absolutistas. Para o dizer em termos
feuerbachianos – Feuerbach é um filósofo crítico do cristianismo do século
XIX -, o determinismo teológico é a hipóstase – a projeção – política
do absolutismo político. O que homens gostam de fazer na terra,
transferem para Deus, no céu.
Segundo
o absolutismo político, o “chefe de Estado” – o rei, na prática, o
soberano, o imperador – tudo pode. E tudo, aí, significa “tudo”. A
vida e a morte estão em suas mãos e capricho. No alto da pirâmide,
assenta-se ele – o soberano – absoluto. Mais ninguém. Ora, se um
simples homem pode alçar-se a uma tal condição política, a um tal
poder, e se o pode fazer apenas mercê da concessão de Deus, esse, sim, o
Poder, resulta daí que esse Deus é tão absoluto – ou ainda mais –
do que esse homem. O raciocínio é perfeito. Se nós podemos, Ele pode.
Aliás, nós só chegamos a poder, porque Ele, antes, já pôde, e,
podendo Ele, permitiu-nos - a alguns - o poder.
Não
é a única via de reflexão, contudo. Pode-se chegar à noção do
absoluto divino por meio da observação da “natureza”. Veja-se o caso
do atobá das Galápagos. A mamãe-atobá de patas azuis põe dois ovos.
Chocam-se os dois. Um dos dois filhotes recém-nascidos, normalmente o
primeiro a vir à luz, logo, o mais forte, vai necessariamente
empurrar para fora do ninho o irmão mais fraco. Isso sob os olhos da mãe.
Empurrado para fora do ninho, o irmão mais fraco vai agonizar, até a
morte. Simples assim. Independentemente das explicações biológico-genético-evolutivas
de um tal comportamento amoral – a moral é uma “tecnologia” noológica
humana, e não se aplica a nada mais que não humano –, o fenômeno é simples. Dos dois filhotes que nascem, um nasce determinado à vida, e, o
outro, à morte. Não se trata, absolutamente, de uma questão de
“escolha”. Trata-se de um destino já traçado. Um vai viver. O outro,
não. E, “(in)consciente” do destino do qual participa, a mãe atobá
aconchega a si o filhote vencedor, e o alimenta, até que se torne um
grande atobá de pata azul. Lá do alto do céu dos atobás de patas
azuis, o deus-dos-atobás-de-patas-azuis escreve em seu livro do destino:
assim deve ser, assim seja, assim é. E mamãe e filhinho atobás, cá
embaixo, respondem: amém.
Sim,
sim. Para onde se olha, há determinismos. A natureza é um universo de
determinismo e sorte. A sorte é um elemento presente, por exemplo, em todos os ninhos
próximos à área ecológica dos cucos. Há um determinismo biológico
gravado há milhares de anos nas mamães-cucos. Elas vão pôr seu ovo no
ninho de uma outra passarinha qualquer. Esse comportamento é
determinista. Não é a mamãe-cuco quem “escolhe” que vai pôr o ovo
em ninhos de terceiras mães – de outras espécies, claro, ainda que
esteja reservada a ela a escolha do ninho específico. É como se o
deus-dos-cucos dissesse a cada mamãe-cuco que, para pôr um filho-cuco no
mundo, ela tem de matar um filho de uma
outra mãe passarinha, sendo isso obrigatório e incontornável, mas que
lhe cabe a decisão de escolher qual ninho sofrerá a tragédia.
Nesse
caso, a sorte está relacionada aos diversos ninhos daquela área de atuação
ecológica da mamãe-cuco. Digamos que haja, ali, cento e vinte ninhos.
Uma loteria se dá. Um deles vai ter seu filhote morto pelo filhote da mamãe-cuco. Qual deles? A sorte decidirá, porque a mamãe-cuco há de pousar
num ninho vazio, cuja mãe foi comer, voar, distrair-se, e, nesse tempinho
de vazio, ela porá o seu ovo. E irá embora. A mãe passarinha retornará,
nem se tocará do invasor, chocará os ovos, e, se o ovo da mamãe-cuco
chocar, dele sairá o menino-cuco. Começará, então, o “assassinato”
premeditado. À medida que for tomando tamanho, o menino-cuco vai empurrar
o outro filhote para fora do ninho, que, despencando da altura da árvore,
esborrachar-se-á contra o chão da floresta, para deleite de formigas e
besouros famintos, que, enquanto banqueteiam-se, comentam de como seria
mais difícil suas vidas sem a misericórdia do deus-dos-insetos, que lhes
joga dos céus o maná da primavera.
A
sorte também está relacionada à sobrevivência dos filhotes de todas as
espécies animais do planeta. Pense-se nas centenas de tartaruguinhas marítimas
do Projeto TAMAR. De cada mil, diz-se, apenas uma sobreviverá – por
sorte. O determinismo biológico encarregar-se-á de devorar as outras
novecentas e noventa e nove. Nesse sentido, até a sorte é determinista,
ainda que aleatória, de modo que o determinismo ecológico trabalha acima
e abaixo da aleatoriedade, utilizando-se dela.
Não
é difícil, portanto, um teólogo transferir para a metafísica, para a
ontologia, para a teologia, para a verdade, para Deus, essas duas subnoções,
política e biológica, do determinismo. Basta um tal movimento de
transferência, e voilà, eis
que surge a teologia determinista – chame-se tal determinismo pelo nome
do teólogo que se queira.
Quando
essa transferência acontece, ou seja, quando o teólogo hipostasia,
projeta, no “céu”, ou a política absolutista, ou o determinismo biológico,
então a vida humana passa a ser explicada por meio dos mesmos fenômenos
deterministas. O deus-dos-humanos passa a ser o responsável pelo destino
inalterável das suas criaturas, escolhendo, desde seu trono soberano,
aquele que nasce para a vida, e aquele que nasce para a morte. Esse, vai
viver. Esse, morrer. O deus-dos-humanos passa a agir como o
deus-dos-atobás-de-patas-azuis, como o deus-dos-cucos, como o
deus-dos-insetos. E - o que é mais trágico - os homens e as mulheres
passam a ser pensados - pela teologia - como atobás, como cucos e
passarinhos, como insetos. Nada muito diferente da metáfora deslocada da
ovelha.
De
fato, se um olhar é dirigido ao redor, pode-se ver que a vida tem um
forte componente determinista. Não se pode dizer que o nascimento seja um
fenômeno determinista – mas a vida, sim. Pode-se criar uma teologia
determinista para o nascimento, mas, fenomenicamente, não. Quanto à
morte, está destinado a cada ser vivo um dia de morte, um dia em que a
organização entrará em colapso, e fim. Fala-se, hoje, em demortalidade,
ou seja, o estado factível de um ser humano viver para além dos cem,
duzentos anos, através da substituição constante de órgãos
deteriorados. A morte, contudo, não estaria superada, porque um incêndio,
um desastre, ou uma infecção generalizada qualquer, súbita, não
permitiriam a manutenção do organismo como um todo, a tempo. Assim, a
morte ainda reinaria, soberana, como o determinismo dos determinismos.
Entre
a vida e a morte, o teólogo cria, por meio daquela transferência analógica
político-biológica – o rei e as mamães-cuco e atobá –, uma
narrativa teológica. Antes da vida, o deus-dos-humanos escreve no seu livro
dois nomes. José e João. Ao lado de José, ele escreve: viver. Ao lado
de João, morrer. Como os dois, José e João, vão morrer, resulta daí
que viver e morrer ali são mais que fenômenos biológicos. São destinos
teológicos. Poder-se-ia escrever, respectivamente, “céu” e
“inferno”, ou “para mim” e “para ele”, onde “ele” é aquele quarto
escuro, o diabo, que esse deus-humano criou, para que se rebelasse, para,
depois e por isso, fritar a alma dos seres humanos que o deus-dos-humanos criou para
terem as carnes fritadas pelo fritador de carnes humanas. Eu concordo que
o determinismo teológico tem lá seu “sentido”, mas somente se ele
for levado até esse ponto. Mas os “teólogos deterministas” não
gostam de chegar a tanto, porque o deus-da-vida transforma-se, de
soberano, em cínico. Muito natural o cinismo, porque nada mais lógico
que o cinismo do soberano, que podia apenas amar soberanamente, mas tem de
matar, também, soberanamente. É soberano para amar e matar, e tem de
amar e matar, ou ama e mata porque quer amar e matar? Sim, porque se esse
deus-dos-humanos, imaginado assim pelos teólogos deterministas, ama e
mata porque tem de amar e matar, então há algo que o obriga, acima dele,
e a sua soberania foi-se com as águas ontológicas da especulação.
Resta-lhe, pois, poder amar, poder matar, poder não amar, poder não
matar, e, se ama e mata, então ama e mata porque quer. Sendo soberano
para escolher não matar, escolhe matar, porque quer matar.
O
que me chama a atenção, contudo, é o fato de que é sempre José, aquele que, no
sistema, tem o nome acompanhado de um “viver” – “céu” –, que
imagina o sistema. Um sistema determinista é, sempre, in
e out, quero dizer, há sempre alguém
que lucra com ele, e alguém que paga a conta. O filhote magrelo e pelado
de atobá que agoniza no chão, grita pela mãe, e morre, é out.
O outro, que o empurrou, e, agora, recebe comida e carinho da mamãe-atobá,
é in. No que diz respeito ao
sistema como um todo, ambos são in,
ou seja, os dois fazem parte do sistema, os dois são fantoches, mas, do
ponto de vista de quem ri, de quem chora, um é in,
o outro é out.
É
sempre o filhote que sobra, o filhote que empurrou o outro para fora, que
explicita o sistema. É sempre o sobrevivente, no final das contas, o que
se toma no papel de “José”, que defende o sistema. O
deus-dos-passarinhos determinou que um filhote de cuco nasça e empurre
para fora do ninho um filhotes qualquer, que para isso foi criado, para
ser empurrado para fora do ninho pelo filhote eleito de cuco. Não se
chegará, contudo, a ouvir um filhote de passarinho, empurrado do ninho
pelo cuco, caindo ainda agora desde o galho, e, antes de se esborrachar no
chão e virar repasto de mandíbulas vorazes, recitar os cânones
deterministas: viva o deus-dos-passarinhos soberano, e que bom que eu sou
o eleito negativo, aleluia, eu sou out, e feliz seja, mil vezes feliz seja, o cuco-eleito que,
agora, me roubou ninho e mãe. Não, não. Será sempre o passarinho do
ninho, o cuco gozoso e feliz, quem escreverá tratados de teologia
determinista. O outro é apenas engrenagem fria.
Todo
teólogo determinista é in.
Se
o sistema determinista estiver correto, quero dizer, se, no fundo, há
mesmo um deus-dos-humanos à imagem e semelhança dos criadores
deterministas, se a vida é mesmo teologicamente determinista – e eu não
acredito –, continuo, e se eu estiver contado entre os eleitos, maldição,
maldição, maldição. Ser in
nesse sistema só é conveniente para os animais não-conscientes – não
para mim.
Imagino
que, de repente, a natureza torne-se consciente. Nem tanto, que apenas o atobá,
geneticamente fraticida, torne-se consciente. Inimaginável dor. Ou a vida
dos atobás tornar-se-á um reino de cínicos imorais – antes eram
apenas máquinas vivas amorais – ou metade dos atobás suicidar-se-á,
ao saber de seu crime. Como pode o atobá vivo saber que é feliz, tendo
sido obrigado a matar o irmão? Como pode o cuco vivo ser feliz, sabendo que
está vivo porque assassinou um passarinho? Como pode um homem ser feliz,
crendo que ele teve a graça, e seu irmão, não? Como pode haver canto
no céu determinista, e, ao mesmo tempo, consciência disso? Das duas uma, ou Deus nos
tire a consciência, quando entrarmos lá, ou nos tornaremos ainda mais cínicos
do que somos, agora, para defender um sistema assim.
Quanto
a mim, registro, para a posteridade, ainda que eu não acredite,
absolutamente nisso, e escrevo mais por efeito retórico, do que por
qualquer outra razão: quando – e se - eu entrar no céu determinista, e
descobrir que era verdade, que eu sou, afinal, uma espécie de atobá de pata azul, misturado com cuco, eu recusarei a entrar. Se for obrigado,
recusarei a cantar. Se for forçado, e não puder resistir, não serei
mais eu. Guiou meu destino, pois que force minha boca, porque, por ela
mesma, tornar-se-á muda e seca.
Não
quero um céu que pode ser meu, mas não do meu irmão. Não quero um deus
que me queira, e não ao meu irmão. Não quero cantar para um deus assim.
Nem o temo, porque, se ele for assim, criou-me ou para o céu, ou para o
inferno. Se para o céu, deterministicamente, já estou lá, e ele nada
pode fazer quanto a isso. Se para o inferno, já estou frito mesmo, um
pouco mais, um pouco menos, não faz diferença. Assim, não quero uma
teologia assim, não quero um deus assim, não quero ser assim, não quero
um céu assim.
No
fundo, penso Deus de forma completamente diferente. Penso em Deus jogando
dados, e esperando-nos que rolemos sobre os vales. A vida impõe a uns que
dêem um, a outros, que dêem três. Há uns que chegam a dar seis. Quando
nós, dados, soubemos, um dia, que éramos dados, rolando, o resultado dos
dados não pode mais tornar-se impassível, determinista. Não posso mais
ficar impassível se eu dou seis, e meu irmão, um – é cinismo. Também
não gosto da idéia de dar um, e de meu irmão dar seis – é
conformismo cínico (nesse caso, imposto pela alienação do
poder e desde o poder). Quero que todos os dados possam dar seis. E acredito
que, se há mesmo Deus, e se ele joga mesmo dados, quer que todos dêem
seis. E, como são dados, ele espera. E, enquanto ele espera, podemos
ajudar-nos uns aos outros, a dar, todos, ou um, ou dois, ou seis.
No
campo físico-biológico, compreendo o determinismo histórico conseqüente da História do
Universo (Ilya Prigogine e Edgar Morin). Aceito a teoria e creio nela. No
campo político, abomino o absolutismo, e louvo a liberdade, a igualdade e
a fraternidade, fundamentos necessários para o Estado Democrático de
Direito. Que, contudo, ainda capenga, trôpego, ébrio, doente, e quanto
lhe falta para a sua maturidade. Mas impérios existiram por séculos, e o
Estado Democrático de Direito não tem duzentos anos plenos. Paciência.
Perseverança. Esperança.
Uma
vez que toda teologia não passa de projeção humana, a minha tem de ser
obrigatoriamente espelho dos valores políticos que abraço. Liberdade,
acima de tudo – liberdade política, claro, que liberdade biológica é
um conceito equivocado. Não tenho liberdade de não respirar. Quando falo
de liberdade, estou falando da possibilidade de autogestão da consciência
e da vida em face das outras consciências humanas, em face do cenário
ecológico em que vivemos. Projeto isso para o céu do meu mito, e imagino
um Deus compatível com a democracia, que lhe assuma os riscos, que lhe
colha os frutos, que lhe amargue os nós.
Não
se trata de imaginar Deus num trono, isto é, um deus-determinista disfarçado,
municiado da lógica filosófico-liberal inglesa, que reduz os poderes da
rainha. Não se trata de imaginar um coroado a dar tchauzinhos da
carruagem dourada, enquanto recolhe os louros lucrativos, ao mesmo tempo
em que seus
oficiais teólogos jogam para debaixo do tapete retórico os buracos
enormes dessa teologia de acomodação político-teológica de uma
burguesia empoderada, que ainda tema, entretanto, o símbolo da aristocracia dinástica.
Não se trata disso. Trata-se de despir Deus das vestes dos sistemas políticos
anteriores ao Estado Democrático de Direito, e vesti-lo com trajes
politicamente democráticos. Vesti-lo é preciso, já que um deus nu não
é imaginável. Que sejam as vestes, então, aquelas que julgamos
conveniente para a política.
No
fundo, nós o elegemos. No
fundo, nós construiremos, juntos, a nação humana. No fundo, estamos
juntos, esperando, para ver o que, juntos, construiremos. Por todos os
meios, chegar a ser uma família humana, onde reine a justiça, que, ainda
que demore, não seja utópica e sustentada por um mito divino-monárquico,
mas, ainda que mítica, que todo sonho é mito e motor, constitua-se pela
frágil teia dialógica da condição peregrina humana, que caminha, ora
para frente, ora para trás, sob as forças míticas das esperanças e das
intenções concretas dos homens e das mulheres que tecem, dia a dia, o
fino fio de nossas vidas.
Teologia
determinista - sou out.
© Osvaldo Luiz Ribeiro
–
autorizado uso pessoal, desde que com citação da fonte e sem alterações
no texto –
|